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	<title>Longe Demais da Capital</title>
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	<description>&#34;Um cavalheiro da Capital perdido entre cavaleiros do Pampa...&#34;</description>
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		<title>Longe Demais da Capital</title>
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		<title>A Praça</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 21:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>willdalosto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas cidades há uma tendência de existir uma praça central. Se fizermos uma reflexão histórica, este tipo de ponto urbano pode ser relacionado ao local em que tudo começou naquele agrupamento humano. No contexto da nossa formação histórica, ali é o centro de tudo por ter sido o local aonde foram construídas a igreja e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=374&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas cidades há uma tendência de existir uma praça central. Se fizermos uma reflexão histórica, este tipo de ponto urbano pode ser relacionado ao local em que tudo começou naquele agrupamento humano. No contexto da nossa formação histórica, ali é o centro de tudo por ter sido o local aonde foram construídas a igreja e a sede do governo, enquanto o amplo espaço defronte estes edifícios é ocupado pela população, temendo a autoridade dos poderes divinos e dos terrenos.<br />
Pode mesmo ser o ponto agregador onde todos se reuniriam e decidiriam os rumos da urbe, seguindo um aspecto mais “grego” da coisa.<br />
Claro que com o advento da democracia representativa (nossos vereadores, deputados, senadores, etc&#8230;) o aspecto democrático das nossas praças perderam, teoricamente, o sentido.<br />
Ou não.<br />
Aqui no Condado, como em qualquer cidade do interior, as pessoas se reúnem sem combinação prévia para uma espécie de exposição pública, não mais de idéias, mas sim uma exposição pública da sua própria existência (usando as roupas, como essência) como indivíduos.<br />
Tais eventos ocorrem, principalmente, na praça central da cidade aos domingos de noite.<br />
Há uma espécie de acordo coletivo, nunca formalizado, de que metade da cidade – em pequenos grupos – caminhará voltas sem sentido ao redor da praça, enquanto a outra metade se acomoda nos bancos, observando atentamente os primeiros que caminham. Seria uma espécie de troca da democracia das idéias pela democracia visual.<br />
Nunca há um lado vitorioso, aliás, cada um ali é candidato de si mesmo, com intenções de voto evidentemente pouco idôneas.<br />
_________________________________________________________________________________</p>
<p><em>Ainda vou entender o sentido da coisa toda. Ainda vou entender a vida no interior.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/willdalosto.wordpress.com/374/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/willdalosto.wordpress.com/374/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=374&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Longe Demais da Capital</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 14:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>willdalosto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Forasteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um tempo desaparecido, mas desta vez com justificativas. Resido em Porto Alegre desde meu nascimento, um quarto de século atrás. Passei em um concurso público para a Universidade Federal do Pampa e tive que me deslocar para uma pequena cidade aqui do interior do Rio Grande do Sul: Dom Pedrito, fronteira com o Uruguai. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=363&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um tempo desaparecido, mas desta vez com justificativas.<br />
Resido em Porto Alegre desde meu nascimento, um quarto de século atrás. Passei em um concurso público para a Universidade Federal do Pampa e tive que me deslocar para uma pequena cidade aqui do interior do Rio Grande do Sul: Dom Pedrito, fronteira com o Uruguai.<br />
Nestes dois meses nem me passou pela cabeça uma &#8220;adaptação&#8221;, pois não sou exatamente do tipo adaptável; sigo a linha de responder aos pacatos e incautos nativos: &#8220;<em>não moro aqui, moro em Porto Alegre&#8230;apenas trabalho longe de casa&#8230;</em>&#8220;. Felizmente todos percebem o teor cômico da afirmativa e não se ofendem.<br />
Dom Pedrito por vezes me lembra uma cidade cenográfica daquelas novelas da Globo, em uma versão rural perdida no meio da Região da Campanha.<br />
Mas o bom é que isso talvez renda alguns bons textos por aqui. Novos ares, novas ideias.</p>
<p>___________________________________________________________________________</p>
<p><em>Aproveito o dia de hoje, aniversário de 238 anos de Porto Alegre, para dizer o quanto sinto sua falta.<br />
Meus amigos e conhecidos vão apontar uma certa incoerência da minha parte, pois sou conhecido por criticar abertamente a nossa cidade, mas minha relação com a minha terra natal é como uma relação &#8220;tempestuosa&#8221; de namorados que vivem brigando, mas basta pouco tempo distantes para sentirem uma falta terrível um do outro.<br />
___________________________________________________________________________<br />
Mas dá no mesmo, afinal já expliquei que continuo morando lá, só trabalho longe de casa&#8230;.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/willdalosto.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/willdalosto.wordpress.com/363/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=363&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>1985</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 00:59:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>willdalosto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>

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		<description><![CDATA[Naquela época caminhava-se distâncias até achar um telefone público &#8211; movido a fichas &#8211; para se fazer uma ligação qualquer, pois simplesmente só pessoas com posses os tinham em casa, pelo menos aqui em Porto Alegre. Porto Alegre tinha ônibus velhos, sucateados e imundos &#8211; por outro lado a minha casa tinha um portão bem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=357&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naquela época caminhava-se distâncias até achar um telefone público &#8211; movido a fichas &#8211; para se fazer uma ligação qualquer, pois simplesmente só pessoas com posses os tinham em casa, pelo menos aqui em Porto Alegre.<br />
Porto Alegre tinha ônibus velhos, sucateados e imundos &#8211; por outro lado a minha casa tinha um portão bem baixo, e os vizinhos sentavam e tomavam chimarrão em cadeiras na calçada&#8230;.de noite.<br />
Meu pai tinha um fusca verde, motor 1500, e concorria a um consórcio de um video cassete de&#8230;sei lá: meia-cabeça?<br />
As bandas que estavam no auge aquele ano eram o The Cure, os Smiths e o Dire Straits. Foi também o ano do Live Aid, que faturou milhões para a África, mas quase nada do dinheiro chegou algum dia lá.<br />
O regime militar dava seus últimos suspiros, Figueiredo já estava ansioso para passar a encrenca adiante para o Tancredo Neves, presidente &#8220;eleito&#8221; que &#8211; se não sabemos se seria um presidente relevante pelo menos nos livraria do Sarney e seus cruzados.<br />
Nos mapas ainda constava a União Soviética, e as pessoas temiam &#8211; dizem &#8211; uma guerra nuclear iminente entre ela e os EUA. Não sabiam que teriam saudades de quando o maior problema do mundo era esse.<br />
 ________________________________________________________________________________________________________</p>
<p><em>Um quarto de século</em>. Quando falo soa engraçado, mas quando vejo escrito soa algo tão solene e empoeirado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/willdalosto.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/willdalosto.wordpress.com/357/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=357&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Melhores discos que escutei, lançados nesta década</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 19:27:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>willdalosto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Lógico que eu não iria me furtar de fazer um top de discos. Este momento Rob Fleming&#8217;s High Fidelity ataca a todos, cedo ou tarde. Antes de mais nada, levo em conta a noção cultural de que a década é de um ano terminado em zero à um ano terminado em nove &#8211; portanto, neste [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=349&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lógico que eu não iria me furtar de fazer um <em>top</em> de discos. Este momento <em>Rob Fleming&#8217;s High Fidelity</em> ataca a todos, cedo ou tarde.<br />
Antes de mais nada, levo em conta a noção cultural de que a década é de um ano terminado em zero à um ano terminado em nove &#8211; portanto, neste caso: de 2000 a 2009.<br />
Esta lista está organizada por ordem de lançamento, não tendo relação com ordem de preferência &#8211; até pela disparidade de sonoridades.<br />
Mas vamos lá:</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/kid_a.jpg?w=630" alt="" /><br />
Radiohead<br />
<em>Kid A </em> (2000)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/songsforthedeaf.jpg?w=630" alt="" /><br />
Queens of the Stone Age<br />
<em>Songs For the Deaf </em> (2002)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/kraftour.jpg?w=630" alt="" /><br />
Kraftwerk<br />
<em>Tour de France Soundtracks</em> (2003)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/air-talkiewalkie.jpg?w=630" alt="" /><br />
Air<br />
<em>Talkie Walkie</em> (2004)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/arcade-fire-funeral.jpg?w=630" alt="" /><br />
Arcade Fire<br />
<em>Funeral</em> (2004) </p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/feist_let_it_die.jpg?w=630" alt="" /><br />
Feist<br />
<em>Let it Die</em> (2004)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/howl-brmc.jpg?w=630" alt="" /><br />
Black Rebel Motorcycle Club<br />
<em>Howl</em> (2005)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/lefil.jpg?w=630" alt="" /><br />
Camille<br />
<em>Le Fil</em> (2005)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/howlingbells.jpg?w=630" alt="" /><br />
Howling Bells<br />
<em>Howling Bells</em> (2006)</p>
<p><img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2010/01/p3.jpg?w=630" alt="" /><br />
Portishead<br />
<em>Third </em> (2008)</p>
<p>Antes que me ataquem pelo Kraftwek ou pelo Portishead, peço que releiam o título. Tratam-se se de discos lançados nesta década, não apenas por bandas que despontaram nesse mesmo período. Mesmo assim a grande parte acabou seguindo essa característica.<br />
Franz Ferdinand? Muse? Não, obrigado. <strong>Em minha opinião</strong>: o primeiro é uma cópia descaradíssima do Gang of Four (principalmente da sonoridade do <em>Entertainment!</em>) , lá do fim da década de 70, e o último não passa de uma banda chata e pretensiosa.<br />
Quem, por ventura, não tiver escutado algum destes, é fácil localizá-los no torrent mais próximo de você <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>____________________________________________________________________________________________________________________</p>
<p><em>Se alguém se sentiu atingido faça uma lista semelhante no seu respectivo blog e exponha lá. Afinal, listagens são pessoais e intransferíveis.<br />
</em></p>
<p>____________________________________________________________________________________________________________________<br />
<strong><br />
Atualização de 18 de Janeiro: </strong>De forma risível só tinha colocado nove dos dez discos, e demorei dias para me dar conta do erro. Mas pronto: lá está o disco da Camille.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/willdalosto.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/willdalosto.wordpress.com/349/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=349&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>The Wall, 30 anos.</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 16:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>willdalosto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Me dei conta agora que um dos meus discos preferidos está completando 30 anos. Sim, o “The Wall” do Pink Floyd, lançado no fim de 1979. Aquele vinil duplo, relíquia de família, sempre me chamou a atenção. Primeiramente pela capa &#8211; mas e daí? O que ela tem de especial? Eu digo que é exatamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=332&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me dei conta agora que um dos meus discos preferidos está completando 30 anos.<br />
Sim, o “The Wall” do Pink Floyd, lançado no fim de 1979.<br />
Aquele vinil duplo, relíquia de família, sempre me chamou a atenção. Primeiramente pela capa &#8211; <em>mas e daí? O que ela tem de especial?</em> Eu digo que é exatamente o que ela não tem: ela diferia muito das demais capas extremamente coloridas dos outros discos – apenas os contornos dos tijolos, em tinta preta, com o fundo totalmente branco.<br />
Não vou mentir que, logicamente, quando eu era pequeno a música que eu mais gostava era justamente “Another Brick in the Wall, part 2”, acho que pelos vocais das crianças. Aqui entra novamente a questão da diferença que chama a atenção: até então nunca tinha escutado coisa semelhante.</p>
<p>Anos depois, na adolescência, ao entrar em contato com o inglês no colégio, que pude compreender que havia algo ainda muito superior naquele disco do que aquelas impressões infantis relatadas anteriormente.<br />
Ao que me consta a idéia toda vem do fato de quê, pela época, o Roger Waters não agüentava mais a histeria extrema dos fãs durante os shows da banda (chegou a cuspir na cara de um fã que estava enchendo o saco, na primeira fila, durante a turnê do Animals em 1977.). Vem daí a ambição de construir um “muro” ao redor dele. Esse conceito foi transposto para o disco na forma de um personagem chamado “Pink”, com narração desde a infância do personagem, quando seu pai morre na segunda guerra mundial, o relacionamento com a mãe dominadora, a difícil vida na escola&#8230;.coisas que o vão estimulando a criar um “muro” (semelhante ao imaginado pelo Waters ) entre si e o mundo. Na verdade nem é necessário muita atenção para se dar conta que o personagem é extremamente baseado na própria biografia do Roger Waters.</p>
<p>Um dos aspectos mais interessantes é a sugestão de como pode se estabelecer uma relação de culto entre os fãs e as “estrelas” (no caso um rock star), a ponto desse se assemelhar a um supremo líder popular – no filme essa idéia é transposta como o líder sendo algo próximo a um nazi-fascista (o que faz muito sentido, já que um dos próprios símbolos visuais do disco é o par de martelos dispostos de forma que se assemelham a uma suástica nazista.<br />
<img src="http://willdalosto.files.wordpress.com/2009/12/pink-floyd-the-wall.jpg?w=630" alt="" /><br />
Falando no filme, é uma obra que complementa muito bem o disco, foi feito em 1982, nele o “Pink” é interpretado pelo sempre digno de nota Bob Geldof.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://willdalosto.wordpress.com/2009/12/15/the-wall-30-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/tkJNyQfAprY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>________________________________________________________________________________________________________________________________</p>
<p>No fim da história o personagem é posto em julgamento (por si próprio, talvez) – uma das melhores partes, “participando” da sessão seu velho professor, sua mãe e sua ex-esposa, além do implacável promotor  – e condenado a pior das punições: ter seu muro derrubado, sendo obrigado a se expor, com seus medos e imperfeições, para o mundo que há do lado de fora do muro.<br />
<em><br />
Quem também foi condenado foi o velho Pink Floyd, que implodiu após este disco, fruto das crescentes desavenças internas.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/willdalosto.wordpress.com/332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/willdalosto.wordpress.com/332/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=332&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Funerallis (II)</title>
		<link>http://willdalosto.wordpress.com/2009/11/30/funerallis-ii/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 01:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>willdalosto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofança]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Sentido da Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[O telefonema às 21h da noite daquele 27 de novembro fechou aquele ato da tragédia, levando ao princípio de um novo. Não sei exatamente a razão de termos ido ao hospital tão imediatamente, pois o único afazer ali era pegar de volta as roupas e cobertores dela, coisa que perfeitamente poderia ter sido feita no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=willdalosto.wordpress.com&amp;blog=287681&amp;post=325&amp;subd=willdalosto&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O telefonema às 21h da noite daquele 27 de novembro fechou aquele ato da tragédia, levando ao princípio de um novo. </p>
<p><em>Não sei exatamente a razão de termos ido ao hospital tão imediatamente, pois o único afazer ali era pegar de volta as roupas e cobertores dela, coisa que perfeitamente poderia ter sido feita no dia seguinte; talvez eu quisesse me ver livre logo daquela situação, agindo de forma maquinalmente eficaz na coleta dos objetos pessoais – desejava, no íntimo, queimar aquele quarto maldito, e assim o teria feito se não precisassem dele depois para mais um paciente sofrer sua via-crucis final. Afinal não dizem que a fila anda?</em></p>
<p>Pertences separados e ensacados, com exceção de uma solitária peça de roupa para fins um tanto óbvios; houve uma separação familiar: enquanto todos iam de volta para casa eu acompanhei minha mãe em direção ao cartório, recebemos carona improvável de um carro do serviço funerário: cortesia do seguro específico.</p>
<p><em>No cartório os papéis atestam que aquela pessoa sofreu baixa no sistema, o processo contrário da inclusão no mesmo, quando do nascimento. Temos uma relação interessantíssima com livros de uma biblioteca. O que mais seria o atestado de óbito do que uma versão humana de um processo de descarte de livros inúteis ou estragados?<br />
</em><br />
Na salinha de espera, ao contrário do que eu esperava, as pessoas conversavam entre si; recordo-me de um velho senhor de casaco meio puído, de um rapaz com aparência de pedreiro – sem se afastar de seu boné velho nem em uma hora e local daqueles, e um aparente, porém, improvável casal por volta dos quarenta: ela meio gaga e ele com aparelho de surdez&#8230;..Quem trabalha nesse local deve ter uma fonte fantástica de histórias das mais diversas. Um novo Nelson Rodrigues surgirá de um cartório, de um plantonista do setor de óbitos.<br />
<em><br />
Em casa, mais tarde, meu último pensamento antes de adormecer foi simples: “amanhã vai ser uma merda”.</em></p>
<p>_____________________________________________________________________________________________________________</p>
<p>Para mim, pior do que estar ao lado de alguém querido deitado dentro de um caixão, ao lado, é a via-crucis de pessoas que surgem para prestar homenagens, ou por pura curiosidade mesmo. Aquele lento, porém, persistente ataque de mãos buscando o cumprimento dos familiares. Os ressentimentos mútuos muito mal disfarçados com os familiares mais distantes aflorando. Velórios são embates silenciosos entre facções de uma mesma grande família. Um exercício de falsidade e de estômago mútuos.<br />
Reforçando meu raciocínio, ao mesmo tempo em estava divagando isso, uma parenta da falecida – daquelas distantes – conhecida por seu caráter de qualidades discutíveis irrompeu na capela. Seguiu-se uma cena tão espalhafatosa que os demais participantes, então reunidos em pequenos grupinhos de conversas, viraram-se para ver o que acontecia.<br />
Eu mal acreditei quando vi aquela cretina se abraçar ao caixão chorando; era muita falsidade: elas se detestavam. Visualizei a pesada bengala da falecida voando em direção a testa da fulana e mal contive o riso. Me dirigi a salinha na parte de trás da capela e peguei uma vassoura que tinha ali e deixei de ponta-cabeça em um dos cantos, meio escondida. “<em>Uma última homenagem</em>”, pensei, sorrindo.</p>
<p><em>O maior incoveniente de um velório é a certeza de que se vai encontrar conhecidos e parentes distantes dos quais você não sente a menor simpatia (e em alguns casos a recíproca será verdadeira). </em></p>
<p>Queria sair um pouco daquele local e não precisei pensar muito em como conseguir tal coisa, pois discretamente um funcionário do cemitério veio falar “ao pé do ouvido”, como ele próprio denominou o teor da conversa, sobre o procedimento burocrático da abertura do sepulcro, pois a falecida seria enterrada (o termo mais apropriado seria “emparedada”) na mesma abertura do esposo (no caso, meu avô), então:  o caixão previamente colocado lá havia quase trinta anos seria retirado e incinerado, com os restos colocados em uma espécie de saco plástico, ao lado do novo esquife ao momento do novo “investimento” (termo meu). </p>
<p><em>No propósito de poupar minha mãe de matar saudades do seu pai, fui lá finalmente “ser apresentado” àquele avô sobre o qual tanto me contavam,  mas que não conhecia pessoalmente, visto que havia morrido antes mesmo do meu nascimento. Resolvi aproveitar o espírito daquele dia de coisas desagradáveis para resolver aquela velha questão. Velha questão também porque era um procedimento que deveria ter sido feito a muitos anos, mas minha família consegue agir como políticos, muitas vezes. Políticos no sentido de não fazer nada, mesmo quando necessário.</em></p>
<p>Não há nada de muito misterioso no procedimento: dois pedreiros começam a martelar com uma estaca de metal as beiradas da lápide, até que ela se rompe num estrondo “sepulcral”.  O facho de lanterna que é lançado no buraco escuro na parede ilumina um caixão marrom escuro totalmente enredado em teias confeccionadas por gerações de aranhas.<br />
Um novo estrondo se seguiu, aquelas travas de metal estavam emperradas de tão oxidadas, então um pé de cabra foi necessário para abrir a tampa.<br />
Confesso que talvez eu tenha ficado decepcionado, no fim das contas não havia muito o que ser visto: farrapos do que outrora fora um terno (um desperdício comprar um terno especialmente para isso), fósseis de flores de três décadas atrás e alguns poucos ossinhos escuros. O que chamou a tenção, inclusive dos funcionários, foi o bom estado de conservação do crânio: este estava um tanto&#8230;shakesperiano, acrescido de uma bizarra cabeleira que denunciava a moda do ano da morte, além dos absurdamente impecáveis sapatos de couro, sapatos de pés que não existiam mais, nem na forma óssea.</p>
<p><em>Uma exumação é algo terrivelmente fascinante: é interessante pensar que algo trancado em um lugar a muitos e muitos anos acaba, repentinamente, recebendo novo oxigênio, novo sol. Raciocine que o que foi colocado ali pertence a um outro tempo na história, e que “vê” um novo mundo quando é colocado naquele carrinho de metal. Restos de um outro tempo: em um exercício de imaginação, imaginem mortos de três, quatro&#8230;dez décadas atrás, por um capricho bizarro da natureza ressucitando em pleno fim da primeira década do século XXI&#8230;creio que as crianças não teriam muitas dificuldades, mas os mais velhos morreriam, de novo, do coração na primeira esquina ao ver um carro (ou ao não-ver um, ao atravessar a rua) ou acusariam de bruxaria uma televisão ou um computador. Enfim, esses enojantes despojos são elos entre os tempos.<br />
</em><br />
Aquelas poucas horas parecem durar muito mais do que a realidade. Dá-se graças quando aquele bizarro circo aproxima-se do seu desfecho. Um padre, jovem, ainda veio expor algumas idéias sobre morte e vida, ou algo do gênero; lembro-me que inclusive achei interessante seu discurso, porém não recordo-me de nada do que ele disse, neste momento. Lembrar do texto de um padre de fim de velório? Para quê? No fim das contas todos concordam com o que ele diz, sem concordar de verdade.<br />
Eu não discordo da morte, discordo apenas de como lidamos, ritualisticamente, com ela, na nossa sociedade. Caixões, velórios, cemitérios, missas de sétimo dia, parentes chatos&#8230;por que é necessário passar por isso tudo? Eu realmete quria que apenas a pessoa esmaecesse em pleno ar. E fim. Ah, você quer algo, um local para homenageá-la, recordá-la? No mundo ideal você pegaria qualquer estrela, a esmo mesmo, e diria que a pessoa está lá. Não seria tão difícil de “se programar” para isso: é muito mais simpático do que expor a pessoa a uma espécie de julgamento público pós-morte e trancar o que restou em um canto escuro. Em sadismo isso só perde para a coisa mais sádica que existe, que é a própria morte. </p>
<p>Mas, brincando com o personagem de certo filme: “<em>Eu não quero mais falar sobre isso</em>”.</p>
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