1985
janeiro 8, 2010 1 Comentário
Naquela época caminhava-se distâncias até achar um telefone público – movido a fichas – para se fazer uma ligação qualquer, pois simplesmente só pessoas com posses os tinham em casa, pelo menos aqui em Porto Alegre.
Porto Alegre tinha ônibus velhos, sucateados e imundos – por outro lado a minha casa tinha um portão bem baixo, e os vizinhos sentavam e tomavam chimarrão em cadeiras na calçada….de noite.
Meu pai tinha um fusca verde, motor 1500, e concorria a um consórcio de um video cassete de…sei lá: meia-cabeça?
As bandas que estavam no auge aquele ano eram o The Cure, os Smiths e o Dire Straits. Foi também o ano do Live Aid, que faturou milhões para a África, mas quase nada do dinheiro chegou algum dia lá.
O regime militar dava seus últimos suspiros, Figueiredo já estava ansioso para passar a encrenca adiante para o Tancredo Neves, presidente “eleito” que – se não sabemos se seria um presidente relevante pelo menos nos livraria do Sarney e seus cruzados.
Nos mapas ainda constava a União Soviética, e as pessoas temiam – dizem – uma guerra nuclear iminente entre ela e os EUA. Não sabiam que teriam saudades de quando o maior problema do mundo era esse.
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Um quarto de século. Quando falo soa engraçado, mas quando vejo escrito soa algo tão solene e empoeirado.



“Nos mapas ainda constava a União Soviética, e as pessoas temiam – dizem – uma guerra nuclear iminente entre ela e os EUA. Não sabiam que teriam saudades de quando o maior problema do mundo era esse.”
Tu não sabe o que era isso.