"Esperando pela Chuva" ou "Enxergando Pelo Lado Positivo"

Entradas do Janeiro 2008

E Viva o Ócio (II)

Janeiro 31, 2008 · Deixe um comentário

Ainda demorarei mais alguns dias para retomar o estado natural das coisas deste blog. Enquanto isso desfrutem um pouco do que tenho escutado nestes dias.

A Kate Bush fez alguns discos simplesmente memoráveis, ela é, via de regra, considerada uma compositora irreprensível – sendo um dos marcos de ar fresco dos anos 80; essa afirmativa é perfeita e inquestionável, mas [futil mode: on]pessoalmente, em alguns videos-clipes ela consegue ser simplesmente apavorante. Não vou entrar no mérito de sua beleza ou falta dela, até em razão disso ser irrelevante dentro de seu talento e por ela ter sua beleza própria, em seus próprios termos. (Ora bolas, se isso fosse relevante, ninguém daria um vintém pela Patti Smith)

Eis Babooshka, clássico absoluto de 1980, do disco Never For Ever…sempre achei o arranjo desta canção simplesmente formidável.

P.S - Eu realmente a aprecio mais, visualmente, nas seqüências de véu e calças do que nas vestimentas da personagem Babooshka. ;)

She wanted to test her husband.
She knew exactly what to do:
A pseudonym to fool him.
She couldn’t have made a worse move.

She sent him scented letters,
And he received them with a strange delight.
Just like his wife
But how she was before the tears,
And how she was before the years flew by,
And how she was when she was beautiful.
She signed the letter

“All yours,
Babooshka, Babooshka, Babooshka-ya-ya!
All yours,
Babooshka, Babooshka, Babooshka-ya-ya!”

She wanted to take it further,
So she arranged a place to go,
To see if he
Would fall for her incognito.
And when he laid eyes on her,
He got the feeling they had met before.
Uncanny how she
Reminds him of his little lady,
Capacity to give him all he needs,
Just like his wife before she freezed on him,
Just like his wife when she was beautiful.
He shouted out, “I’m

All yours,
Babooshka, Babooshka, Babooshka-ya-ya!

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E Viva o Ócio (I)

Janeiro 22, 2008 · 1 Comentário

Não tenho tido muita vontade de escrever nos últimos dias. Tenho abastecido meu cérebro por meios mais frívolos, incluindo rápidas e hilárias incursões no mundo do orkut, do qual nunca costumo em manifestar, mas tenho quebrado tal regra auto-imposta. Certos debates são tremendamente estúpidos demais que acabam sendo imperdíveis.

A propósito, já que a frivolidade está em alta, eis o que tem me divertido deveras nestes dias:

Ahh, memories…é mil novecentos e oitenta e nove em forma gráfica (sim, gráfica….sejamos bondosos, mesmo em doses pequenas de 1 bit), diretamente transplantado em meu portentoso PC em pleno dois mil e oito.

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Eletricidade, Elasticidade…

Janeiro 13, 2008 · 2 Comentários

Cumprindo, mais uma vez, uma das missões culturais deste espaço, desencavando mais uma banda semi-esquecida que prezo consideravelmente, mas de apenas uma década atrás.

Justine Frischmann (namoradinha do Damon Albarn do Blur, na época) e companhia formavam o Elastica, um dos expoentes da explosão do Britpop dos anos 90, destoando (felizmente) um tanto da onda Riot Girrrrrl (sim, vários erres) de suas pares americanas.

Abaixo, performance de Line Up, em 1995.

Drivel Head wears her glad rags,
She’s got her keys, money and fags,
I know that her mind is made up,
To get rocked.

Drivel Head needs a new man,
As only a drivel head can,
He’s a hormonal nightmare,
So beware.

Another victim of
Line up in line, line up in line,
Is all I remember
Oh, how their favours change,
You could have been kinder.
Yes, yes, another victim of
Line up in line, line up in line,
Is all I remember.
Oh, how their favours change,
You could have been kinder.

Drivel Head knows all the stars,
Loves to suck their shining guitars,
They’ve all been right up her stairs,
Do you care?

Drivel head knows all the bands,
Knows them like the back of her hands,
You can’t see the wood for the trees,
On your knees.

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Vinte e Três

Janeiro 7, 2008 · 1 Comentário

Mais uma volta completa ao redor do sol, a bordo deste planetinha, a vigésima terceira, por sinal. A velocidade e rotação deste pião insano e sem dono abandonado no meio de uma das infinitas calçadas do infinito parque só faz aumentar, ao ponto em que os últimos cinco anos passaram voando.
Desejos de prosperidade e felicidade são inerentes aos dias que marcam mais um ano na vida de um indivíduo. A atividade de explicar algo relativamente concreto como prosperidade é, digamos, uma próspera atividade, ao contrário da explicação de um conceito mais abstrato como felicidade.
Prosperidade se coloca em papéis e é visível na forma de objetos sólidos, é – com muito esforço, e muita…mas muita sorte, algo tangível. Mas lá vai ela de novo; a felicidade. Não vou tentar me enganar afirmando que “oh, magnificamente eu achei a felicidade“, muito longe disso, pois ainda há o complicador de parte considerável dela depender da boa vontade de terceiros em também me ver como objeto de felicidade, mas enfim, chega de dissertação à esse respeito, se não vou descambar para o pessimismo/depressão, e não acho que deva ser o caso, não hoje.

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Dizem que um ser é digno de viver quando ele atende positivamente a duas simples proposições:

1)Ele é digno de ser respeitado;
2)Ele é digno de ser amado.

A primera questão é de fácil resposta afirmativa, nestes anos consegui angariar um respeito considerado por parte dos meus pares, e, por último, mas mais importante, o respeito de mim mesmo, o que, acreditem, é de longe o mais difícil de um indivíduo consciente conseguir nos tempos atuais.

A segunda questão é de difícil resposta, não soube até hoje de qualquer sinal de amor manifesto/verbalizado em direção a minha pessoa, o que provavelmente não me torna um ser humano digno de estar vivo.

Mas afinal, quem liga para as besteiras que dizem por aí?

Eu.
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Convites para eventos alcólicos em prol a minha homenagem, salva de vinte e um tiros, dezenas de sraps aparecendo felicitando-me, festinha surpresa na biblioteca. É, meus aniversáriso costumavam ser mais “opacos”, mesmo por esforço próprio da minha parte. Fiquei um pouco mais receptivo no último ano, ao invés do “leave me alone” pinkfloydiano passei a cantarolar:

I wanna be adored
You adore me
You adore me
You adore me
I wanna
I wanna
I wanna be adored
I wanna
I wanna
I wanna be adored

Sim, Stone Roses, ótima banda, dona dessa adorável canção.

Definitivamente parece que perdi 20% de massa cerebral ao invés de massa adiposa.
Sou um fútil.
Irrefutável.

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