Olhei distraidamente para aquele cachorro manco que de maneira sofrível andava pelo canteiro central daquela avenida movimentada, naquele dia frio, naquele ano terrível. Quando ele, de maneira temerária, finalmente decidiu-se pela grande aventura da travessia minha distração casual se foi, e eu o acompanhei; juro que se eu não o ajudasse a desviar dos numerosos carros com meu olhar aflito ele jamais teria conseguido tal façanha com êxito.
Fiquei surpreso ao perceber meu sorriso discreto ao concluir que não teria que cobrar ingressos dos transeuntes ávidos por mais alguma novidade dentro do nosso adorável museu do caos.



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