"Esperando pela Chuva" ou "Enxergando Pelo Lado Positivo"

Entradas do Março 2007

O Tolo No Vale

Março 19, 2007 · Deixe um comentário

Um velho vídeo que mostra o primeiro inverno que passei na UFRGS a uns três anos, me flagra em um momento de felicidade fútil, passeando perto do Campus do Vale…
A felicidade fútil ou não, verdadeira ou falsa, alimentada por falsas esperanças de melhora, ou não…confesso que eu estava sentindo falta deste bem estar no qual estou sendo vítima[?] a cerca de duas semanas.

Dois parágrafos desta canção, quase autobiográficos dos últimos dias.

Day after day, alone on the hill,
The man with the foolish grin is keeping perfectly still.
But nobody wants to know him,
They can see that he’s just a fool.
And he never gives an answer …..

But the fool on the hill,
Sees the sun going down.
And the eyes in his head,
See the world spinning around.

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Mais Umas Palavras Sobre Aquele Velho Livro

Março 19, 2007 · Deixe um comentário

Percebi que a leitura do meu “Fausto” de Goethe estava sofrível por razão do Português extremamente empolado da edição. Mesmo assim pensei: “Que estranho, um livro de 1949…mesmo sendo pré-71 não deveria ser tão desagradável assim…”. Bueno, procedi algumas pesquisas sobre o tradutor: Antonio Feliciano de Castilho (assim mesmo, Castilhos no singular).

Primeiramente, descobri que o gajo é português, tratando-se de um respeitável escritor/erudito do Portugal de meados do século XIX. Certo, perfeito…resolvi ir mais a fundo na pesquisa e descobri que ele fez a tradução de “Fausto” a partir de uma tradução francesa da versão original em alemão. O tradutor declara que assim procedeu por nada entender da língua germânica, mas ser um sábio no idioma de Napoleão.
A pesquisa parou quando descobri que Antonio Feliciano de Castilho era cego desde os 6 anos de idade, assim sendo ele nada escrevia…narrava seus poemas para quem os pudesse transcrever, de tal forma que aprendeu francês apenas de ouvido, escutando a sonoridade. Magnífico, porém isso só me diz que estou em 2007 lendo uma edição brasileira de 1949 que utilizou um texto luso de 1870, elaborado a partir de uma tradução francesa do alemão, feita a partir do canto da fala francesa escutada pelo tradutor que não podia ler.

Desisti de prosseguir a busca de informações e, apesar de tudo, guardei o livro no armário…é uma bela edição, mas terei que comprar outra mais decente…perdão…recente.

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Disco de Cabeceira Atual : The Rolling StonesSome Girls – 1978

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Sim e Fim. Sim, Enfim…

Março 14, 2007 · Deixe um comentário

Poderia discorrer parágrafos e parágrafos sobre todo o enorme aprendizado (e por que não felicidades?) que obtive nesses quinze meses em que trabalhei na Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, mas resumirei em afirmativas positivas como a de que sempre lembrarei daqueles dias como uma época feliz…e creio com fervor que essa declaração sobreviverá às futuras releituras de vida, que certamente advirão…

[Molhando o Teclado]

Mais um desfecho; a velha desagradável sensação de chegar a um território desconhecido no qual você terá que passar algumas horas tentando, se não exatamente demonstrar algumas de suas qualidades, evitar que as péssimas sejam perceptíveis. Sim, a pauta será essa por, pelo menos, alguns dias. Sim, fim de um estágio na vida, princípio de outro.

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Amargo Café da Manhã

Março 13, 2007 · Deixe um comentário

Hoje de manhã, aproveitando que não tenho que estar na Fabico, tomava meu café tranqüilamente, como de costume fiz toda a leitura do Correio do Povo e fui, então, dar uma passada de olhos na ZH. Li distraidamente a capa.

Quase morri engasgado.

Correio do Povo é vendido para a Igreja Universal“.

Não acreditei, porém estava impresso ali, implacavelmente…com um negrito impregnado com o prazer que a ZH deve estar sentindo com tal fato.

E todos já havíamos ficados pasmos com a venda da Rádio e TV Guaíba para a Rede do Bispo a coisa de poucas semanas atrás, mas já havia certo conformismo, orientado em torno da linha de pensamento : “Putz, a rádio esportiva, tão tradicional…que lamentável ! Mas….tudo bem, a TV Guaíba não era lá essas coisas mesmo…só se salvando o Câmera 2, o Alcaraz e….ao menos o CP ficou de fora dessa fria !“.

Seguindo mais informações da ZH de hoje:

Por meio do grupo Record, a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, comprou o jornal Correio do Povo, um dos mais tradicionais do Estado. O diretor administrativo da Empresa Jornalística Caldas Júnior, Carlos Ribeiro, afirmou que o negócio inclui o histórico edifício Hudson, situado na rua Caldas Júnior, no centro da Capital, onde funciona a redação do jornal desde 1946.”

Certo, então provavelmente aquele velho prédio vai se tornar na 73ª sede da Igreja Universal em Porto Alegre….

O grupo paulista assume o Correio do Povo, a TV e as rádios na semana que vem.

Bem, a Guaíba – imagino – se tranformará na Rede Vida ou Rede Mulher do Rio Grande do Sul. E o Correio do Povo??? Me arrepio em pensar em ver ele semana que vem renomeado para Correio de Deus ou Correio do Descarrego…

Dor. Eu sempre tomei meu café da manhã lendo o Correio do Povo – arrisco a dizer que ele me ajudou a aprender a ler -, e agora ? será que meu desjejum azedará para sempre?

A última vez que me senti dessa forma foi quando as Casas Bahia dependuraram um daqueles bahianinhos estúpidos no velho relógio da antiga Masson, no Centro de Porto Alegre.

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Diálogos, Despautérios, etc.

Março 8, 2007 · Deixe um comentário

Ontem à noite, conversava eu com minha mãe – na sala de jantar – sobre coisas mundanas e acontecimentos ocorridos no decorrer do dia vigente (hábito que cultivamos há anos); então eu, na sempre recorrente parte do diálogo que envolve menções a temas literários: discorria alegremente sobre as qualidades de Fausto de Goethe, livro que estou lendo no momento a passos de tartaruga, em razão do reinício do ano letivo da faculdade.

- É interessantíssimo, a história divide-se em duas partes distintas, escritas com um intervalo de muitos anos entre si. Disse-lhe, mostrando minha antiga, porém magnífica, edição de 1949, adquirida em um sebo da Riachuelo, como noventa por cento de meus livros.

Ela analisou sem muita atenção o conteúdo, aparentemente mais preocupada em observar a poeira escondida na lombada do livro, tal fato fazendo-a sentir-se obrigada a relembrar-me de tomar um antialérgico antes de encarar aquela ferrenha batalha contra os ácaros de minha coleção…

- Veja bem, continuava eu, Fausto foi escrito e reescrito inúmeras vezes antes de, finalmente, ser publicado…principalmente a primeira parte. Desde os primeiros rascunhos iniciais até a publicação final houve um intervalo de quase sessenta anos !

Minha genitora, surpresa com esse detalhe, enfim passou os olhos com mais atenção no conteúdo da obra; finalmente impressionada, pensava eu. Então ela declarou:

- Sessenta anos!…de fato, vejo que apesar de tudo ele era muito pouco inspirado….

É muito raro um despautério me fazer rir. Só ela tem esse magnífico dom. ;)

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The End Of The World

Março 4, 2007 · Deixe um comentário

Sim, este é o último dia de férias; certamente não trata-se de uma tragédia, é apenas o fim do mundo…Qual ? O mundo que qualquer um quiser.

The Cure – The End Of The World

Go if you want to
I never try to stop you know there’s a reason
For all of this you’re feeling low
It’s not my call
You couldn’t ever love me more
You couldn’t love me more
You couldn’t love…
Me…
I don’t show much
It’s not that hard to hide you see in a moment
I cant remember how to be all you wanted

You want me to cry and play my part
I want you to sigh and fall apart
We want this like everyone else
Stay if you want to
I always wait to hear you say there’s a last kiss
For all the times you run this way it’s not my fault

You want me to lie not break your heart
I want you to fly not stop and start
We want us like everything else

Maybe we didn’t understand
It’s just the end of the world…

Maybe we didnt understand
Not just a boy and a girl
It’s just the end of the end of the world…
Me… I don’t say much
It’s far too hard to make you see in a moment
I still forget just how to be all you wanted
I couldn’t ever love you more
I couldn’t love you more

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