"Esperando pela Chuva" ou "Enxergando Pelo Lado Positivo"

Entradas do Agosto 2006

The Ashes Of My Soul

Agosto 29, 2006 · 1 Comentário

Apenas um desabafo – direto, passional, pouco coeso, porém honesto – antes de ir dormir.

Nos últimos tempos eu tenho assistido de camarote a um catálogo de problemas relacionados aos nossos dias correntes, e sem precisar ir muito longe.
O que têm se passado à minha volta nos últimos dias ? É possível enumerar, mas não me punirei com descrições detalhadas, pois meus próprios problemas tiveram o poder de me deixar basicamente frio e indiferente (de forma assustadora, eu diria) a quase todos estes…ahn…aborrecimentos.
Dos personagens, eles apresentam estas características gerais: depressão mórbida, tendências suicidas, auto-humilhação/ausência de orgulho, pensamento religioso/ateu extremado (os dois opostos, potencializados, tem uma proximidade maior do que se sonha) grávidas (que na conjuntura humana atual constitui uma mazela), doenças….físicas, e não-físicas. Qual a pior? Façam suas apostas, pois eu não farei a minha….
Parabéns amigos(as), conhecidos(as)…humanidade em geral. Vocês me condenaram à indiferença eterna…

Quando é o próximo vôo para Plutão? Preciso sair de férias deste nosso planetóide para um lugar que é, essencialmente, um espectador de camarote da decadente elite planetária…qualquer fuga de nossa órbita é válida.

___________________________________________//___________________________

Disco de Cabeceira Atual: David Bowie – Station To Station – 1976

Categorias: Cotidiano · Depressão · Non Sense · Trabalho

Silício Queimado (Ponto de Vista Dramático)

Agosto 24, 2006 · Deixe um comentário

E o cheiro de silício queimado – de uma das memórias RAM do meu computador – tomou conta voraz e rapidamente do meu quarto, quase asfixiando-me. Eu gostaria de registrar meu olhar embasbacado com tal alarmante ocorrido (que durou apenas um par de segundos, diga-se de passagem). Enfim, depois de um suspiro, abri a janela do quarto, e com um sussurro recitei o clássico refrão : “Agosto, mês de desgosto”.
Logo, parei de fazer cena, desci o vidro – pois estava muito frio – e fui consertar o estrago…certas vezes é bom viver objetivamente.

________________________________________

Disco de cabeceira atual : The Cure – The Top – 1984

Categorias: Cotidiano

Ducktales

Agosto 13, 2006 · 2 Comentários


Aposto que a maioria vai se lembrar. Eu amava este desenho que o SBT passava em fins da década de 80/ início da de 90. Em verdade sempre fui fã das histórias dos patos, posso afirmar que aprendi a ler com as revistas do Pato Donald e do Tio Patinhas; aliás ainda tenho caixas e caixas delas, nunca joguei fora nenhum número, e atualmente deleito-me com a Coleção “O Melhor da Disney – As Obras Completas de Carl Barks” (para quem não sabe, o criador/desenvolvedor da maioria dos personagens de Patópolis – e eu passei muitos anos achando que o Walt Disney desenhava e criava tudo aquilo…um erro comum pois as histórias não eram creditadas).
Hoje em dia já até tenho algumas ressalvas quanto ao Ducktales.
Primeiramente, ignoraram quase que completamente o Donald (que se alista na Marinha e deixa os sobrinhos para o Tio Patinhas tomar conta, no primeiro episódio se não me engano…). E ainda criaram personagens chatos como aquele Patralhão na segunda temporada da série (ele virava um herói robotizado, uma cópia do Robocop, que estava muito em voga à época).

Mas enfim, apesar dos pesares é algo que eu adoraria rever; até hoje, lendo alguma história a voz dos personagens que me vem na cabeça é a da maravilhosa dublagem brasileira.
Aliás, quem dubla a música tema de abertura era o cara que fazia o Bozo (um dos, nos caso o que não morreu), Luís Ricardo, eu acho.

Categorias: Entretenimento

Um Último Tango à Beira do Caos

Agosto 7, 2006 · 2 Comentários

Um dia qualquer destes um jovem universitário viu um lunático na rua.
O que despertou a atenção do universitário para notar a presença daquele ser foi sua peculiaridade tão característica(certo, a maioria dos lunáticos assim o é, mas este era de uma forma especial). Não era, de fato, um daqueles lunáticos quase invisíveis, mas sim um digno de nota.
Vestido todo de branco (uma espécie de túnica, mas de fato não sei ao certo) ostentava um cartaz com qualquer coisa escrita sobre uma espécie de iminente fim de qualquer coisa (O mundo? É possível, mas não posso dizer ao certo pois não conheço todos os detalhes desta história bizarra, limito-me a narrar o que pude descobrir); sim, era possivelmente um destes crentes fervorosos (ou não, aqui vai um adendo de que no dia seguinte eu li, distraidamente, algum pequeno comentário – uma notinha – em um jornal de grande circulação, na qual relatava que o personagem em questão era possivelmente parte de uma peça publicitária; mas isso não vem ao caso agora em absoluto…). Verídico ou não, o universitário constatou com um interesse divertido de que realmente não via uma figura dessas fazia eras. A personagem ficava constantemente dançando em volta dos veículos parados no semáforo, uma dança lunática…
Pensou: “O que pode estar se passando na mente de uma pessoa neste momento?” e também: “Como alguém pode agir tão irracionalmente? Segurando uma placa estúpida com uma mensagem ainda mais estúpida no meio de um trânsito pior ainda…”.

Naquela mesma tarde ele foi abrir a porta de um pequeno armário em seu quarto. A porta estava trancada…tentou mais uma vez abri-la, em vão.
A questão em si era: Por quê ele não se lembrava de ter trancado aquela porta? Enfim, não deu maior importância ao ocorrido e logo achou a chave para abri-la…
Dizem que ele sentiu uma náusea, eu já não tenho tanta certeza, mas acho que ele deve ter sentido qualquer coisa que seja especificamente bem mais desagradável do que uma náusea, no momento em que ele se deparou com aquelas pastas cheias de materiais do semestre anterior da faculdade, e me arrisco a dizer que a chave (psicológica) de tudo era o fato dele ter – anteriormente – trancado propositalmente aquela porta, como que em fuga de todo aquele dolorido pesadelo. Já o fato dele não ter dado um fim definitivo à chave (e o subsequente esquecimento) denota apenas um certo masoquismo inconsciente, em minha distante opinião.
Mas, como pude averiguar, logo ele retomou a razão: bem, de certa forma…mas eu posso dizer (um vizinho foi testemunha ocular da história, bisbilhotando por cima do muro dos fundos da casa) que por pouco os moradores próximos não chamaram os bombeiros quando vislubraram a enorme fogueira que o jovem universitário cultivou harmoniosamente com todas aquelas pilhas de papéis universitários; ele teve um grande momento de prazer; e é bem verdade de que alguns vizinhos ficaram assustados com a dança desvairada do jovem universitário em volta da fogueira. (era uma bela fogueira de vaidades…se pensarmos nos grandiosos e orgulhosos egos dos autores daqueles papéis).

Mais tarde, mais calmo…ele caiu em si se atendo no quanto toda aquela cena havia sido em vão. Pois, no fim das contas, as férias chegavam ao fim, logo ele juntaria mais e mais daquelas terríveis pilhas de papéis, cada uma impregnada com uma gota de suor e sangue (eu arrisco a dizer que um tanto da ujmidade era da baba dos seus cochilos em sala de aula). . No fim, as férias chegavam ao fim…ele se repetia em frenesi nervoso. “O fim se aproxima, o fim se aproxima” – murmurava exausto quando acabou adormecendo estirado na cama.

Categorias: Devaneios · Egotrip · Faculdade · Textos