Certamente nunca fui nem nunca serei uma das pessoas mais felizes do mundo, estarei eu novamente deprimido então? Apenas mais um jogo da mente? Mais uma pseudo-intelectual brincadeira humanista de transitar livremente entre o sim e o não? Quem sabe?!…mas dane-se, estou fugindo…
Já é de certo lugar comum eu reforçar as minhas, já tradicionais, queixas quanto a humanidade como um todo e a inerente solidão de minha pessoa…
…mas nunca é demais reforçar meus pontos de vista. Sim, acostumei há tempos a viver desta forma, mas porquê nas últimas semanas tem doído tanto?
Voando junto ao vento, desbravando e correndo mundo afora, vencendo ela, sim, a chuva constante, de maneira constante e imperiosa, uma tênue lembrança de outras e priscas eras da última década do último século…
…da minha última gota de algo parecido com a felicidade…
Frio. Uma repentina vontade de escrever algo ou conversar com alguém, decidi escrever, é mais fácil do que conversar com alguém….mas logo isso passa, é apenas o barulho da constante chuva….não, tenho certeza que é o frio…
Frio e chuva. Excelente oportunidade de me manter escondido. Assim, desço do último ônibus da minha mente e entro numa rua imaginária, rumo à moradia de uma mulher querida em especial, lástima grande que é só e somente imaginação…
Imaginação. Por quê será que às vezes ainda tenho a pífia e patética esperança de que tudo melhorará um dia?
Um dia. Um dia terei a coragem de levar adiante atos suprema e hipócritamente reprimidos…
Reprimido, questionava o mundo, depois questionei nossa existência, hoje em dia me deprime o fato de não saber mais o que questionar…
Questiono ainda, qual a potência mais forte da dicotomia solidão e depressão? Novamente vencerei a vida e me darei (novamente também) um tapinha nas costas pelo meu grandioso feito?
Um tapinha cordial nas costa me dei quando acabei a escola, acreditava finalmente que os bons tempos iriam começar. Em um supremo ato de boa vontade penso que os bons tempos ainda virão, é só deixar…mas eles estão vindo muito devagar, fato.
O fato é, tomara que eles cheguem antes que eu desista de esperar…
…é o frio…
Entradas do Agosto 2005
“Inverno Intra-Existencial” ou “Além do Sim e do Não”
Agosto 31, 2005 · Deixe um comentário
Gigantes? Moinhos? Moinhos Gigantes !
Agosto 8, 2005 · Deixe um comentário
Estive, de certa forma, relapso quanto a atualização do blog, a justificativa para o tal se deve não ao fato de estar muito ocupado (pelo contrário, estou de férias, obrigado), mas sim por estar entretido em coisas mais agradáveis, leituras, músicas….
…Dom Quixote é um livro e tanto (tanto no tamanho quanto na grandiosidade literária de Cervantes), só para citar um exemplo, e que exemplo (notei o fato que o livro-símbolo da língua espanhola é muito, muito superior ao livro-símbolo do nosso idioma, qual seria? Bem, eis Camões e seu Lusíadas com seu eterno triunfo totalmente desmerecido)…mas no fim das contas, aquelas coisas enormes no horizonte são gigantes? Moinhos? Ou quem sabe moinhos gigantes?…eis um dos maiores dilemas literários do milênio.
E quanto as músicas? Bem, bem, tenho circulado desde Brian Eno a Astor Piazzolla e desde Neil Young a Mozart. É curioso constar que conforme o tempo passa, mais eclético eu fico, os meus únicos parâmetros musicais de discernimento atuais são apenas a qualidade e a criatividade, e isso, bem…isso…abre um leque enorme de curiosas experiências auditivas…
Falando em experiências, aqui abro um parêntese….mais uma legendária sincronia que experimentei recentemente. Peguem o genial 2001 – Uma odisséia no Espaço, do Stanley Kubrick e deixem no início do último capítulo do filme (Júpiter and Beyond) e coloquem Echoes do Pink Floyd para tocar no fundo….é uma experiência e tanto, fica uma noção e tanto de que a música foi composta em cima daquela parte da película.
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A novela mexicana no reino encantado de Brasília prossegue, até quando? Confesso que estou um bocado curioso em saber no que isso tudo pode acabar…mas já admito de antemão que a agonia de um partido cujo símbolo é uma estrela tem me causado um sorrisinho irônico no canto da boca, que não consigo controlar (será que alguma vez eu tentei?).
Estou convencido da teoria de um colega da faculdade, o filósofo Michel, que disse que o país tem saída: o aeroporto mais próximo.
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Espectativas para o novo semestre que se inicia na próxima Segunda-Feira? Talvez eu nem devesse utilizar o termo “expectativa”….mas enfim, o que ocorre é que já estou calejado de “expectativas de início de semestre”™, que posso, assim, afirmar, quanto menos se esperar, melhor…
P.S – Sábado participarei de um churrasco organizado por um vegetariano, o mundo não para de me surpreender…
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