Algumas considerações sobre Santana do Livramento…
Quanto à questão estrutural…
A quantidade de ruas asfaltadas em Livramento me proporcionou uma sensação de alívio. Felicidade eu senti quando vi um Big logo na entrada; o que me fez sentir menos peixe fora d’água.
Tais boas sensações quase foram a pique quando voei, em meu carro, por cima de um quebra-molas que simplesmente não fora devidamente pintado no asfalto.
Na mesma semana, escutando a um programa de rádio, o prefeito era indagado quanto à falta de pintura do referido redutor de velocidade, a qual respondeu que todos sabiam que havia aquele quebra-molas ali, portanto bastava reduzir a velocidade…
Aliados a isso, a escuridão das ruas por motivo das lâmpadas queimadas e não trocadas e os buracos de certas ruas (alguns deles tão antigos que creio que sejam tombados pelo patrimônio histórico) me fizeram perceber o quanto Santana do Livramento é uma cidade terrivelmente má administrada.
Uma pena.
Quanto à questão cultural…
Livramento é conurbada à cidade uruguaia de Rivera – na prática ambas são uma só cidade, separadas por uma rua – porém, se a distância física é inexistente, a distância cultural é marcante : desde a forma de viver das pessoas das duas cidades, até mesmo ao tipo de pavimento das ruas (muito superior no lado uruguaio).
No Rio Grande do Sul estamos acostumados a dualidade esportiva do Gre-Nal; aqui na região somos apresentados a mais dois atores marcantes: o Peñarol e o Nacional (perceptivelmente noto mais torcedores do Peñarol, mas não sei explicar se há fundamento em tal percepção – talvez pelo uniforme ser muito mais chamativo, em cores amarelo-negras). Também é interessante notar que muitas pessoas do lado do Brasil adotam, além de um time da dupla gre-nal, um dos times uruguaios para torcer (não é meu caso).
De fato há certo grau de rivalidade saudável – geralmente calcada no futebol – entre os dois povos, porém, homem prático que sou, me torno alheio a elas, vivendo nas duas cidades como uma única urbe.